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Fashion Design Books

Dentro da série de posts sobre indicações de livrarias onde comprar óbvio livros de moda, não poderia deixar de indicar a Fashion Design Books. A livraria fica bem no meio do campus do Fashion Institute of Technology e tem uma variedade de material tão grande que acaba atraindo estudantes de moda/arquitetura/artesplásticas/etc de várias instituições de Nova York.

Pra quem está montando uma biblioteca de moda, a livraria tem títulos que provavelmente você nunca ouviu falar, principalmente aqueles voltados para desenho/design. O preço não é dos mais atraentes, por isso, se você não tem pressa, vale pesquisar em sites como Amazon, Barnes & Noble ou Strand Bookstore.

Caso precise do tal livro logo e não o encontre mais barato na internet, uma dica: leve-o pra casa na hora porque alguns títulos podem acabar em questão de dias, caso seja exigido por algum professor do FIT. No campus também há uma Barnes & Noble, mas eu não compro mais na loja física depois de descobrir que no site é bem mais barato.

Materiais diversos

Nem só de livros vive a Fashion Design Books. Pra falar a verdade, acho que mais da metade do que é vendido na livraria diz respeito a material de desenho e/ou costura. Tintas, telas, pinceis, lápis, aquarelas, linhas/barbantes, colas, boards, canetas, manequins, jornais e revistas de moda ou “do it yourself”, tesouras e retalhos de tecido são alguns dos produtos à venda no local.

Creio que por estar no meio do campus do FIT, a livraria não tenha os preços mais baixos. Maaaas, no quesito variedade, a Fashion Design Books é uma perdição. A loja também compra livros usados e os revende por um preço mais baixo, mas eles não são tão fáceis de encontrar por lá. Também dá para fazer compras pela internet, só não testei se entregam no Brasil.

Serviço:
Fashion Design Books
Endereço: 250 West 27th Street, New York. Tel: (212) 633-9646

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Feirona vintage em Manhattan


O Mahattan Vintage Clothing Show divulgou a data da próxima edição: 23 e 24 de abril de 2010. Eu já falei sobre esse evento aqui, em um dos primeiros posts do FashioNYC.

A “feirona” aparece de novo no blog porque é muito prática e acontece, no mínimo, duas vezes por ano. São cerca de 80 expositores de peças vintage, que descarregam no evento roupas, chapéus, sapatos, pôsteres, bolsas, revistas, joias e por aí vai. A variedade de grifes encontradas por lá também é grande: tem Prada, Chanel, Pucci, YSL, D&G, entre outras.

A praticidade está em encontrar vários expositores diferentes reunidos em um mesmo espaço, poder comparar preços e até negociar diretamente com o dono. O espaço tem provador, pra quando não dá para vestir a roupa por cima, e a maioria dos expositores aceita cartão de crédito porque há peças que podem passar dos US$ 500. Coisa fina.

Mas também não faltam opções baratinhas, principalmente nos acessórios. Na última vez, comprei um blazer de veludo preto por US$ 20. Não era de grife, mas pelo acabamento e caimento dava pra percerber que foi feito no capricho. Mas fique de olho na qualidade dos produtos (encontrei alguns danificados) e vá consciente de que nem tudo que está lá é vintage propriamente dito. Tem um monte de brechó que leva qualquer coisa…

Tem pouco tempo? Concentre sua visita nos estandes das principais lojas vintage de Nova York, como Divine Finds, What Goes Around Comes Around e A Second Chance (tem um moooonte de Chanel). Lista de expositores aqui.

A parte ruim é que o Mahattan Vintage Clothing Show cobra US$ 20 de entrada, que dá “direito” a ir nos dois dias. Entrando no site do evento, dá pra imprimir um cupom e ganhar US$ 5 de desconto.

Serviço:
Mahattan Vintage Clothing Show
Metropolitan Pavilion, 125 west 18th Street, entre a 6th e a 7th Avenue
Entrada: US$ 20

Promoção do dia

Por mais que você passe na frente da mesma loja todos os dias enquanto estiver morando ou turistando em Nova York, não deixe de dar uma olhadinha na vitrine ou espiar pra ver se há alguma plaquinha na calçada ou na porta indicando a “promoção do dia”.

É assim: algumas cadeias de lojas como GAP, Banana Republic e Loft (algum dia faço post sobre ela) costumam fazer umas promoções ótimas, como dar 40% de desconto num dia qualquer, sem motivo aparente. Pra isso, essas lojas não esperam troca de coleção nem dão desconto na sobra do estoque, pode ser na coleção nova mesmo, e o desconto é sobre o preço da etiqueta quando você for pagar no caixa.

Teve um dia, por exemplo, que a GAP tava vendendo camisas masculinas e femininas por US$ 10. Como a loja costuma ter 39569870986 tipos de camisa, é preciso perguntar pro vendedor o que tem desconto e o que não tem, porque nada estará marcado em laranja fluorescente na etiqueta. Não precisa nem ter vergonha, os vendedores já estão calejados e, às vezes, podem até já ir te dizendo o que tá na “promoção do dia” sem nem você perguntar.

Se passou na frente, viu o desconto e achou interessante: entre. Esse tipo de promoção pode durar só o expediente do dia, e nem são todas as lojas da mesma rede que entram em promoção relâmpago ao mesmo tempo. Outro exemplo: passando pela frente de uma Victoria’s Secret, vi que 7 produtos da linha de cosméticos saíam por US$ 35. Ao passar por outra, nada de promoção….

Mas também não é o fim do mundo: essas promoções vão e voltam, mas sem periodicidade. Se um dia você perder o desconto de 40%, pode ser que no outro encontre camisetas por US$ 10.

Ah, se as lojas do Brasil aprendessem o que é promoção de verdade…..

“Party like a skinny bitch”

Quer saber como entrar nas festas de moda de NYC mesmo sem saberem que você existe? A revista Time Out New York deu o caminho das pedras e escreveu no topo do mapa: “Party like a skinny bitch”. Em edição recente, a publicação – que é uma das principais de Nova York – contou os segredos de “How to be an NYC insider” e ensinou truques que vão desde encontrar celebridades a conseguir mesa em restaurantes disputadíssimos. Como a idéia do FashioNYC é falar sobre a moda nova-ioquina, segue o resuminho de como ser um “NYC fashion insider”, de acordo com a matéria.

A primeira dica é: prepare-se ser cara-de-pau. Separou o óleo de peroba? Então chegou a hora de fica íntimo de blogs como Racked National e o Refinery29. Os dois são conhecidos por divulgar inaugurações de lojas e eventos de compras. Até aí, nada de anormal. Mas é agora que começa o descaramento: uma vez nesses “coquetéis de inauguração” divulgados nos sites, procure saber se vai rolar uma after-party. Um gate-crasher que é fonte da revista diz que até eventos abertos ao público têm uma festinha privada depois.

Na matéria, a Time Out sugere que: se há lista de convidados, solte um nome básico, como Kim, dê sinais de impaciência à medida que a pessoa não encontra seu nome e se prepare pra sacar o cartão de visita (fake,né?). “Diga que você é uma fashion blogger, e coloque um link de mentirinha no seu cartão. Ninguém vai checar já que há tanta gente”, sugeriu a fonte. Ainda segundo o gate-crasher, essas festas raramente têm lista de convidados. O desafio é descobrir onde vai rolar o after-party.

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Outra dica da Time Out que interessa a quem curte moda é como conseguir comprar as roupas vistas em programas de TV. Uma das sugestões é se cadastrar no site SeenON!. A revista conta que os responsáveis pelo site promovem esporadicamente vendas online de roupas iguais (marca e modelo) às usadas em seriados como Gossip Girl, 90210 e Grey’s Anatomy, por exemplo. É só se cadastrar pra ficar sabendo das novidades. Dando uma passeada pelo blog da “loja”, vi que eles estão sorteando uma jaqueta usada em Vampire Diaries.

Quem curte decoração também vai gostar de outra dica da Time Out: a empresa Props for Today trabalha com aluguel de móveis e pequenos itens, como copos e pratos, para programas de TV e esporadicamente vende o que tem no estoque. O dono contou à revista que já vendeu camas usadas em Sex and the City por menos de US$ 200. Ok, é meio difícil despachar uma cama pro Brasil, mas um conjunto de quadros ou até um travesseiro usado por Carrie é mais fácil se você é fã do seriado em questão, né?

Sobre a Time Out New York

Entre as trocentas milhões revistas disponíveis nas revistarias de NYC, a Time Out New York merece a mesma atenção de quem acompanha publicações de moda como Vogue, Harper’s Bazaar, Elle e InStyle. Explico: a revista semanal é praticamente a bíblia da programação atualizada de NYC. Isso quer dizer que, entre novos restaurantes e baladas, novas lojas de roupas e dicas compras aparecem a cada semana. Isso sem contar ainda que a revista costuma trazer matérias especiais sobre consumo de moda em NYC, além de perfil de gente estilosa e ligada à moda nova-iorquina.

PS: como me falta (muita) vontade de existir nas festas de moda, não testei a eficácia das orientações da Time Out. Mas fica a dica! A matéria completa da Time Out está disponível aqui.

Going out of business (not!)

Já tinha lido sobre isso aqui, mas foi ao chegar a Nova York que deu realmente pra perceber que muitos lojistas resolvem mesmo apelar para o “Going out of business” para tentar atrair a clientela. Funciona assim: o lojista põe um cartaz gigante na fachada dizendo que está “encerrando as atividades” e que “tudo deve ir embora”, o que pode fazer o consumidor achar que está fazendo um grande negócio aproveitando o bota-fora antes do fechamento.

Ledo engano. O aviso é ignorado pelos nova-iorquinos e só turistas desinformados acreditam no aviso. Não é que ninguém compre nas lojas, mas quem passa todo dia pela mesma vitrine sabe que a loja não está fechando coisa nenhuma e que, se for pra comprar nela, é porque o preço tá competitivo e pronto. Se você observar bem, as lojas nem estão lotadas, e os preços nem são tão diferentes de outras lojas do mesmo nível. A ABC já fez matéria sobre isso mostrando que “going out of business is a business”. Na matéria, o preço “going out” de uma loja específica era até mais caro do que o preço que já foi praticado na loja dias antes. Pode?!?!?!

Não é beeeem um golpe, né? É mais uma mentirinha parecida com as promoções dos lojistas brasileiros em que anunciam na vitrine descontos de até 70%, mas, se você procurar por peças com 70% de desconto na loja, não vai encontrar nem meia dúzia de opções.

Maaaaasss, sempre há regras com exceção, né? Se vir um luminoso de “Going out of business” dando bobeira por aí, siga o instinto garimpeiro pra avaliar se existe um bom negócio ali ou se tudo não passa de mentira descarada, já que as lojas podem ficar nesse “going out” por vários meses ou mais.

Roteiro de outlets: Filene’s Basement

O FashioNYC está muito chique e agora tem domínio próprio: www.fashionyc.com. Clica aqui que, desde o dia 26 de abril, os novos posts só entram lá!

Sabe aquelas lojas que fazem parte da história de um país, nem que seja a história varejística? A Filene’s Basement é para os EUA o que a Mesbla ou as Pernambucanas significam para os brasileiros: aquele tipo de loja que vende roupa pra a família inteira e ainda tem toalha e lençol.  A diferença é que a Filene’s Basement é conhecida por vender peças de ponta de estoque de marcas conhecidas – algumas até consideradas de luxo – por um preço muuuuuito abaixo do mercado. Assim, a Filene’s abre o roteiro de outlets do FashioNYC.

Fundada em 1909, em Boston, a Filene’s nasceu como uma empresa familiar, com o filho vendendo o que sobrava da loja departamento do pai, que ficava no piso superior. Segundo a empresa, eles foram os primeiros a ter esse conceito de vender “off price” o que sobrava das coleções.

A loja vende moda maculina, feminina e infantil e não tem apenas roupas: há sapatos, bolsas, activewear, lingerie, artigos de cama, mesa e banho e acessórios em geral, como relógios, óculos, jóias e por aí vai. Na loja que fica na Union Square, em Downtown, são três andares de descontos que facilmente passam dos 50%, mas que podem chegar a uns 80% do preço original da grife quando a peça encalha de verdade.

Antes de ir às compras na Filene’s, é preciso ter em mente que lá não é lugar para encontrar roupas baratas em torno de US$ 5, US$ 10, US$ 15. A loja é ótima para quem compra ou tem vontade de comprar peças de marcas famosas, mas desiste de entrar em uma loja da DKNY, por exemplo, onde uma regata basicona pode custar USS 90 (eu passei por isso!).

Quer impressionar a amiga e dar uma blusinha básica da Dolce & Gabbana? Na Filene’s você consegue pagar US$ 59,90 pela peça e provavelmente vai deixá-la feliz. Muito caro? Um casaco 100% algodão da DKNY pode sair por US$ 35. O legal da Filene’s é poder provar e pensar dezenas de minutos se vai querer levar uma peça de grife e de qualidade pra casa ou não. Se você é daquelas pessoas que não ligam pra etiqueta, provavelmente não vai achar o lugar tão legal assim. A Forever 21 tá aí pra te deixar feliz.


Dicas

Enfim, se você estiver se programado para aproveitar as pechinchas da Filene’s Basement, não deixe de se cadastrar no site da rede. Você recebe por e-mail um cupom em que é só imprimir e apresentar no caixa pra ganhar 30% de desconto em uma das peças que você comprar. Ao fazer cadastro, você entra no banco de dados e passa a receber newsletters com descontos que podem ser em dinheiro ou em porcentagem em cima da compra total ou de uma peça.

Curiosidades

A loja conta que desenvolveu um jeito ótimo de vender seus produtos chamado “Automatic Mark Down System”. Era assim: o preço na etiqueta de cada peça vinha com a data em que o produto foi exposto. Quanto mais a peça demorasse pra ser vendida, mais barata ela ficava. Começava com 25%  (em cima do valor já de ponta de estoque), passava pra 50% e podia chegar a 75%. Se não vendesse até aí, a roupa era doada pra entidades assistenciais. Hoje em dia, não vejo nem sinal desse sistema, infelizmente.

Uma das barganhas mais conhecidas da Filene’s é o bota-fora de vestidos de noiva. É bizarro de tão barato e de quanto a mulherada fica desesperada. A revista Allure deste mês (março) conta que um vestido que custava US$ 10 mil foi vendido por US$ 199 na loja de Boston, em 1997. Quer ver como as noivas ficam surtadas? Clica aqui que tem vídeo.

Serviço:
São 24 lojas pelos EUA, sendo 4 delas em Nova York. Para endereços, clica aqui.

Como pagar menos por livros em NYC

Comprar livros pela internet em Nova York costuma ser mais barato do que comprá-los nas livrarias. Comprar na Barnes & Noble online, por exemplo, é mais em conta do que comprar na loja física. Pra aproveitar a barganha, no entanto, é preciso ter um endereço na cidade, que pode ser o do hotel, da casa de um amigo ou do apartamento alugado para temporada.

Mesmo que você esteja passando apenas uma semana na cidade, dá para aproveitar as pechinchas porque a entrega costuma ser rápida, em torno de dois dias para NYC, e o frete é grátis para compras acima de valores pré-estabelecidos.

Quer um exemplo? O livro “IF you have to cry, go outside”, de Kelly Cutrone, custava uns US$ 18 na Barnes & Noble da Union Square. Enquanto pensava se comprava ou não, o marido consultou – ainda na loja – o preço do mesmo livro no site da Amazon e viu que custava US$ 13,44. Ok, por esse preço teria de pagar frete, mas livros de moda sobram no estoque da Amazon e faltam na minha biblioteca em formação.

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No caso do livro “Fashion today”, de Colin McDowell, a diferença de preço foi ainda maior. Na livraria do Internacional Center of Photography ou ICP, ele custava US$ 49,99. Na consulta do marido na Amazon, o livro sairia por US$ 37,96. Depois disso, ignorei a Barnes & Noble. Enquanto escrevia o post, consultei na loja online do ICP e vi que o livro tava por US$ 39,95.

Tudo bem que nada substitui comprar um livro na livraria, folheá-lo lá mesmo, ler algumas páginas etc. Mas quando o objetivo é pechinchar, até na loja online da mesma livraria o produto pode ser mais barato.

Outro exemplo? Tinha ido à Barnes & Noble à procura do “The Teen Vogue Handbook” e não tinha encontrado o livro nas prateleiras. Dias depois, procurei por ele no site da loja e o encontrei por uns US$ 18. Como queria comprar apenas um livro e não queria pagar frete, optei pela opção pick up na loja. Entre as filiais com o livro disponível no estoque, tinha a livraria que fica a menos de 1 km de casa. No check in – ainda no site – descobri que o livro sairia por US$ 24,95 se fosse pra retirar lá no local.

Pick up store

A opção pick up store era pra ser algo muito legal, mas nem sempre é assim. De forma geral, ao escolher essa opção, alguém na livraria/loja vai procurar o seu livro/objeto no estoque e deixar ele separadinho com o seu nome no setor responsável. Aí, você vai até o local, diz que quer retirar o tal livro/objeto, paga no caixa e, pronto, ele é seu.

Só que na Barnes & Noble, o preço pick up é o preço do livro na livraria, que, como já falei no começo, é mais caro que no site. Além disso, é possível que a loja peça uns dois dias para achar o tal livro/objeto no estoque e levá-lo até o setor responsável. Enfim, não vale a pena, pelo menos no caso das lojas em que o preço pick up é mais caro do que o da loja online.

Strand Bookstore


Já falei sobre a Strand aqui, mas nunca é demais relembrar que ainda não vi livraria em Nova York onde o preço seja mais baixo que o da Strand, um sebo megalomaníaco. A loja também vende pela internet – o que é ótimo pra consultar preço e disponibilidade – e oferece a opção pick up na loja física pelo mesmo preço da loja online.

Mas é preciso ter paciência, porque eles também pedem dois dias pra localizar o livro e deixá-lo separadinho pra você. Essa opção pode ser boa caso a viagem por Nova York seja de curtíssima duração e você não tenha como objetivo passear pela livraria, só comprar um livro específico que só encontrou por lá.