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Como pagar menos por livros em NYC

Comprar livros pela internet em Nova York costuma ser mais barato do que comprá-los nas livrarias. Comprar na Barnes & Noble online, por exemplo, é mais em conta do que comprar na loja física. Pra aproveitar a barganha, no entanto, é preciso ter um endereço na cidade, que pode ser o do hotel, da casa de um amigo ou do apartamento alugado para temporada.

Mesmo que você esteja passando apenas uma semana na cidade, dá para aproveitar as pechinchas porque a entrega costuma ser rápida, em torno de dois dias para NYC, e o frete é grátis para compras acima de valores pré-estabelecidos.

Quer um exemplo? O livro “IF you have to cry, go outside”, de Kelly Cutrone, custava uns US$ 18 na Barnes & Noble da Union Square. Enquanto pensava se comprava ou não, o marido consultou – ainda na loja – o preço do mesmo livro no site da Amazon e viu que custava US$ 13,44. Ok, por esse preço teria de pagar frete, mas livros de moda sobram no estoque da Amazon e faltam na minha biblioteca em formação.

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No caso do livro “Fashion today”, de Colin McDowell, a diferença de preço foi ainda maior. Na livraria do Internacional Center of Photography ou ICP, ele custava US$ 49,99. Na consulta do marido na Amazon, o livro sairia por US$ 37,96. Depois disso, ignorei a Barnes & Noble. Enquanto escrevia o post, consultei na loja online do ICP e vi que o livro tava por US$ 39,95.

Tudo bem que nada substitui comprar um livro na livraria, folheá-lo lá mesmo, ler algumas páginas etc. Mas quando o objetivo é pechinchar, até na loja online da mesma livraria o produto pode ser mais barato.

Outro exemplo? Tinha ido à Barnes & Noble à procura do “The Teen Vogue Handbook” e não tinha encontrado o livro nas prateleiras. Dias depois, procurei por ele no site da loja e o encontrei por uns US$ 18. Como queria comprar apenas um livro e não queria pagar frete, optei pela opção pick up na loja. Entre as filiais com o livro disponível no estoque, tinha a livraria que fica a menos de 1 km de casa. No check in – ainda no site – descobri que o livro sairia por US$ 24,95 se fosse pra retirar lá no local.

Pick up store

A opção pick up store era pra ser algo muito legal, mas nem sempre é assim. De forma geral, ao escolher essa opção, alguém na livraria/loja vai procurar o seu livro/objeto no estoque e deixar ele separadinho com o seu nome no setor responsável. Aí, você vai até o local, diz que quer retirar o tal livro/objeto, paga no caixa e, pronto, ele é seu.

Só que na Barnes & Noble, o preço pick up é o preço do livro na livraria, que, como já falei no começo, é mais caro que no site. Além disso, é possível que a loja peça uns dois dias para achar o tal livro/objeto no estoque e levá-lo até o setor responsável. Enfim, não vale a pena, pelo menos no caso das lojas em que o preço pick up é mais caro do que o da loja online.

Strand Bookstore


Já falei sobre a Strand aqui, mas nunca é demais relembrar que ainda não vi livraria em Nova York onde o preço seja mais baixo que o da Strand, um sebo megalomaníaco. A loja também vende pela internet – o que é ótimo pra consultar preço e disponibilidade – e oferece a opção pick up na loja física pelo mesmo preço da loja online.

Mas é preciso ter paciência, porque eles também pedem dois dias pra localizar o livro e deixá-lo separadinho pra você. Essa opção pode ser boa caso a viagem por Nova York seja de curtíssima duração e você não tenha como objetivo passear pela livraria, só comprar um livro específico que só encontrou por lá.

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Uma Shoestock em Manhattan?

O FashioNYC está muito chique e agora tem domínio próprio: www.fashionyc.com. Clica aqui que, desde o dia 26 de abril, os novos posts só entram lá!

Quem acha a Shoestock (mega loja de sapatos em SP) o paraíso de qualquer sapatólatra vai gostar da DSW (Designer Shoe Warehouse), multimarcas de sapatos e bolsas com três unidades em NYC e várias outras pelos EUA. A loja lembra a Shoestock por causa do esquema self service: dá para escolher o tamanho disponível na hora, pegar, provar e fazer as contas do limite do cartão de crédito sem nenhuma vendedora importunando. Comparando de forma geral, o preço das duas é muito parecido, a diferença da DSW é a quantidade de opções em promoção e a variedade.

A loja que fica em um prédio na Union Square (entrada ao lado da Forever 21) é gigante e tem opções de sapatos masculinos e femininos. Mas a dica inicial é, antes de olhar qualquer coisa, ir para o fundão da loja, onde fica a ponta de estoque ou “clearance”. Lá, os sapatos que já tinham desconto, estão, no mínimo, 30% mais baratos. Mas os descontos variam e podem chegar a 70%.

Entre as marcas vendidas na DSW há algumas famosinhas, como Guess, Steve Madden, Ralph Lauren, MICHAEL Michael Kors e Calvin Klein, entre outras menos conhecidas. Mas quem for à loja precisa saber que os sapatos grifados não são top de linha das marcas e são poucos em variedade se comparado ao gigante acervo da loja.

A loja ganhou post só sobre ela porque é realmente grande e dedicada só a calçados e acessórios. Se a idéia é comprar algum tênis em NYC, vale passar lá durante a pesquisa de preços: há Adidas, Mizuno, Asics e Nike, entre outros.

Adeptas de sapatilhas, cuidado, pois a falência estará próxima: há trocentas opções de flats com variações no material e com grande variedade de cores. Além dos sapatos, a DSW tem ainda bolsas, clutches, cintos e carteiras.

Esse da Ralph Lauren lembra umas gêmeas loiras de Manhattan

A loja também vende online, não entrega no Brasil, mas dá para ter uma idéia melhor de preços.

NYFW x SPFW

No primeiro dia de NYFW, a principal notícia não era algum desfile surpreendente, mas a morte do estilista Alexander McQueen. Um minuto de silêncio antes da entrada das modelos na passarela ficou tão comum quanto um estilista dar aquele “olá” para a platéia após a apresentação.

Mas vamos ao que interessa…

Como alguém que acompanha moda, tinha curiosidade de saber como era a NYFW, como era a infraestrutura, as pessoas que trabalhavam lá, a organização, a participação dos sem-ingresso, essas coisas.

De forma geral, eu achei a NYFW um evento muuuuito diferente da SPFW. Primeiro, a imprensa paga US$ 90 para existir dentro das tendas. O espaço de convivência é minúsculo e não há aqueles lounges incríveis, como o da Melissa ou o da Natura, que já valem uma visita ao prédio da Bienal, no Ibirapuera.

Como o nome oficial é Mercedes-Benz Fashion Week – apesar de ser NYFW mesmo – já dava pra imaginar que iria dar de cara com carrões. No local, tinha dois que, coitados, despertavam o interesse de pouquíssimos. No meu chutômetro, nem 20% dos que estavam ali olhavam por mais de 1 minuto para os carros.

Organização

Eu já tinha ouvido falar que a NYFW era um evento menor fisicamente e que não tinha tanta gente indo pra lá só pra dar pinta, mesmo sem assistir a um único desfile. Pelo que percebi pelo primeiro dia, tirando a imprensa, as pessoas vão ao local mesmo com o objetivo de assistir a algum desfile. Pode ser que o frio tenha contribuído, não sei, não tenho como comparar…

O “salão” fica cheio minutos antes dos desfiles, dá uma esvaziada quando todo mundo entra, e volta a ficar movimentado após cada desfile. Logo, muita gente vai embora e ficam só aquelas figuras que foram lá justamente para serem fotografadas. Deu pra perceber que são até pontuais.

Lounges

Os lounges são minúsculos, se é que dá pra chamar de lounge, porque tão mais para estande. Maybelline e TRESemmé, uma ONG para ajudar as vítimas do terremoto no Haiti e uma edição especial da Coca Cola Diet eram o destaque.

O mais legal mesmo era o da Maybelline, que lança uma linha enoooorme com novas cores e novos produtos, como o eyeliner. De brinde, eles davam a nova máscara Stiletto Voluptuous.

Fashionistas

No quesito “pessoas que se vestiram para a semana da moda” eu admito que o público que circula na SPFW é muito mais legal de observar. Na NYFW, até que tinha um povo interessante, mas dava pra contar nos dedos.

Um dos mais assediados no primeiro dia foi o estilista Shail Upadhya e a acompanhante dele Lisa Theodore. Tinha também Esther Nash, que é fashion designer e fashion expert, segundo o cartão dela.

Regalias e brindes

Tirando o rímel da Maybelline, dava pra ganhar também a garrafinha especial da Coca Cola e provar um chocolate que estava sendo divulgado. Definitivamente, a tenda é um lugar mais para trabalhar e vender roupa do que espaço para badalação. A sala de imprensa é minúscula, cada um precisa levar o seu computador e não há todas aquelas comidinhas como na SPFW. Só água (e Coca Cola).

O mais legal da NYFW? O line-up, of course, e um telão da American Express que mostrava os twittes sobre o evento. Tinha desde gente twittando a fila A até quem estava acompanhando e comentando pelo #NYFW .

Sem ingressos

Ok, você é turista, não foi pra Nova York pra cobrir o evento, mas adoraria ver a movimentação da NYFW. Minha sugestão é: não deixe de fazer algo legal para ir lá pra porta se você não tem como entrar. Se dentro já é marasmo, fora é mais chato ainda. Dar uma passadinha pra tirar fotos, ok. Muita gente faz isso mesmo.

Como esta edição acontece do meio pro final do inverno, a temperatura não ajuda muito quem fica do lado de fora. Já na edição do verão, talvez valha mais a pena dar uma circulada pelo Bryant Park e observar o vai-vém de fashionistas. Mas adianto, diferentemente da SPFW, não tem ninguém pedindo nem ninguém dando ingressos que não vai “usar”.