Fashion Trends na Parsons

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Foto: stock.xchng

Já falei nesse post aqui que se matricular em um dos non-continuing courses da Parsons é muito fácil e dá para fazer do Brasil, por exemplo. Restava saber se as aulas seriam tão simples quanto o processo de matrícula ou se seriam uma afetação só. Adianto logo que não, e que – pelo menos neste curso – os alunos estão lá para aprender e não para “serem vistos”.

As aulas do meu curso de Fashion Trends acontecem na Parsons da 13th com a 5ª Avenida. São 12 aulas – 1 por semana – com carga horária total de 30h/aula e US$ 640 de “investimento”. Muuuuito resumidamente, dá para dizer que o curso examina os fenômenos culturais que moldam a moda.

A turma tem 16 alunos de várias nacionalidades, sendo apenas dois homens. Durante a apresentação individual, descobri que outras duas brasileiras fazem parte da turma, além de uma mexicana, duas argentinas e uma italiana.

A maioria dos alunos ou está se graduando em alguma área de moda ou já trabalha no ramo, mas também há os “curiosos”, como duas jornalistas, uma advogada e até uma da área de finanças. O professor da turma, Patrick Hughes, contou que sempre há advogadas e administradores na turma, sinal de que não precisa ser superespecialista pra acompanhar as aulas.

Eletiva

O non-continuing course é como se fosse uma disciplina eletiva na graduação brasileira, mas na Parsons o aluno não precisa ter vínculo com a universidade para assistir às aulas. Por isso, a turma é mista, com gente já formada e com pessoas que ainda estão se graduando.

A aula

No caso de Fashion Trends, a aula é explanativa e o professor – que é hipnotizante – fala sobre tudo aquilo que a gente filosofa sobre moda, mas nunca tem com quem comentar. Se todos os professores da Parsons forem como esse, vai dar vontade de fazer todos os cursos possíveis porque a bagagem dele é extensa.

A aula mais recente do curso foi sobre a história da alta costura e o surgimento dela na França. Em 2h30 de Patrick Hughes falando, você encontra as palavras corretas para entender a diferença entre “couturier” e “ dress maker” e onde o pai da alta costura, Charles Frederick Worth, entra na história. Quer ouvir um pedacinho da aula? Clica aqui porque vale a pena ouvi-lo (vai abrir o YouTube porque áudio diretamente no WordPress, só pagando).

Foto: stock.xchng

A aula sobre alta costura teve até um momentinho de minipolêmica: Hughes, que estudou aprofundadamente a história da moda e os estilistas dos EUA, disse que Chanel é supervalorizada. Ok, ele diz que a história e a produção dela devem ser respeitadas, mas que as roupas que ela fazia não tinham o melhor dos acabamentos e que muito estilista americano fazia roupas melhor que ela.

Inglês

É óbvio dizer que as aulas são todas em inglês, mas serve de consolo saber que há alunos de outros países e que você não precisa ser suuuuuuper fluente em inglês para entender o que é dito em sala de aula. Vocabulário de moda, no entanto, é imprescindível.

Mas não adianta ficar só de ouvidos atentos e achar que tá feita a sua parte porque os cursos têm trabalhos a apresentar. Isso significa falar para toda a turma e ser o centro das atenções.

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