NYFW x SPFW

No primeiro dia de NYFW, a principal notícia não era algum desfile surpreendente, mas a morte do estilista Alexander McQueen. Um minuto de silêncio antes da entrada das modelos na passarela ficou tão comum quanto um estilista dar aquele “olá” para a platéia após a apresentação.

Mas vamos ao que interessa…

Como alguém que acompanha moda, tinha curiosidade de saber como era a NYFW, como era a infraestrutura, as pessoas que trabalhavam lá, a organização, a participação dos sem-ingresso, essas coisas.

De forma geral, eu achei a NYFW um evento muuuuito diferente da SPFW. Primeiro, a imprensa paga US$ 90 para existir dentro das tendas. O espaço de convivência é minúsculo e não há aqueles lounges incríveis, como o da Melissa ou o da Natura, que já valem uma visita ao prédio da Bienal, no Ibirapuera.

Como o nome oficial é Mercedes-Benz Fashion Week – apesar de ser NYFW mesmo – já dava pra imaginar que iria dar de cara com carrões. No local, tinha dois que, coitados, despertavam o interesse de pouquíssimos. No meu chutômetro, nem 20% dos que estavam ali olhavam por mais de 1 minuto para os carros.

Organização

Eu já tinha ouvido falar que a NYFW era um evento menor fisicamente e que não tinha tanta gente indo pra lá só pra dar pinta, mesmo sem assistir a um único desfile. Pelo que percebi pelo primeiro dia, tirando a imprensa, as pessoas vão ao local mesmo com o objetivo de assistir a algum desfile. Pode ser que o frio tenha contribuído, não sei, não tenho como comparar…

O “salão” fica cheio minutos antes dos desfiles, dá uma esvaziada quando todo mundo entra, e volta a ficar movimentado após cada desfile. Logo, muita gente vai embora e ficam só aquelas figuras que foram lá justamente para serem fotografadas. Deu pra perceber que são até pontuais.

Lounges

Os lounges são minúsculos, se é que dá pra chamar de lounge, porque tão mais para estande. Maybelline e TRESemmé, uma ONG para ajudar as vítimas do terremoto no Haiti e uma edição especial da Coca Cola Diet eram o destaque.

O mais legal mesmo era o da Maybelline, que lança uma linha enoooorme com novas cores e novos produtos, como o eyeliner. De brinde, eles davam a nova máscara Stiletto Voluptuous.

Fashionistas

No quesito “pessoas que se vestiram para a semana da moda” eu admito que o público que circula na SPFW é muito mais legal de observar. Na NYFW, até que tinha um povo interessante, mas dava pra contar nos dedos.

Um dos mais assediados no primeiro dia foi o estilista Shail Upadhya e a acompanhante dele Lisa Theodore. Tinha também Esther Nash, que é fashion designer e fashion expert, segundo o cartão dela.

Regalias e brindes

Tirando o rímel da Maybelline, dava pra ganhar também a garrafinha especial da Coca Cola e provar um chocolate que estava sendo divulgado. Definitivamente, a tenda é um lugar mais para trabalhar e vender roupa do que espaço para badalação. A sala de imprensa é minúscula, cada um precisa levar o seu computador e não há todas aquelas comidinhas como na SPFW. Só água (e Coca Cola).

O mais legal da NYFW? O line-up, of course, e um telão da American Express que mostrava os twittes sobre o evento. Tinha desde gente twittando a fila A até quem estava acompanhando e comentando pelo #NYFW .

Sem ingressos

Ok, você é turista, não foi pra Nova York pra cobrir o evento, mas adoraria ver a movimentação da NYFW. Minha sugestão é: não deixe de fazer algo legal para ir lá pra porta se você não tem como entrar. Se dentro já é marasmo, fora é mais chato ainda. Dar uma passadinha pra tirar fotos, ok. Muita gente faz isso mesmo.

Como esta edição acontece do meio pro final do inverno, a temperatura não ajuda muito quem fica do lado de fora. Já na edição do verão, talvez valha mais a pena dar uma circulada pelo Bryant Park e observar o vai-vém de fashionistas. Mas adianto, diferentemente da SPFW, não tem ninguém pedindo nem ninguém dando ingressos que não vai “usar”.

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